sábado, 6 de setembro de 2008

Reportagem na revista Time Out Lisboa a propósito do meu livro O PEQUENO LIVRO DA ETIQUETA E BOM SENSO, Publicações Dom Quixote

CHIQUE A VALER
Gorgetas

Dou ou não dou? Fica bem, fica mal? É pretensioso ou simpático deixar um euro no cabeleireiro, no café, no táxi? Ângela Marques falou com duas especialistas em etiqueta e boas maneiras para perceber o que deve (e não deve) fazer na hora de pagar a conta.

A etiqueta não manda (porque isso não seria chique), mas sugere: sempre que agradado por um serviço, o leitor deve gratificar quem o desempenhou. Sem exibir, discretamente, deverá colocar uma moeda (nunca de valor menor do que um euro) no avental, no bolso ou na mão de quem o acabou de servir. Porquê? Porque esse é um gesto "simbólico, herdado, que dá boa imagem", diz Paula Bobone. E também porque "uma pequena gorgeta é um pequeno carinho", diz Maria João Saraiva de Menezes.

Não é preciso ser especialista em etiqueta e boas maneiras para se perceber que despejar vinte moedas pretas na salva de prata que o empregado acabou de pousar suavemente sobre a mesa não fica bem. (...) E arredondar? É permitido (...) sobretudo nos táxis, faz sentido dizer um "deixe estar, fique com o troco", acrescenta Maria João Saraiva de Menezes, autora de O Pequeno Livro da Etiqueta e Bom Senso. "Não é uma esmola, é um agradecimento pelo serviço - quando ele é bem feito", considera ainda Paula Bobone. (...) Para Maria João Saraiva de Menezes, deixar menos de um euro pode ser humilhante. Até porque a gorgeta é acima de tudo uma simpatia que o cliente exerce quando sente que foi atendido "sem petulância, antes com a preocupação de agradar". Por fim, há a generosidade. "Num cabeleireiro, entendo que a menina que lava a cabeça deve receber sempre qualquer coisa", diz Maria João. Todas as pessoas que ganham muito pouco, pensa, devem ser recompensadas quando cumprem as suas funções com empenho. (...)

Revista Time Out Lisboa & Algarve, 13 a 19 Agosto 2008, número 46.

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