sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Maria João Saraiva de Menezes, Carta ao Pai, Gradiva, Lisboa, 2000.

http://www.mulherportuguesa.com/content/view/3132/76/

Crítica literária ao meu livro:

Carta ao Pai: Um livro para ler e reflectir


Dedicado aos seus filhos, a escritora dá-nos a conhecer o mundo da solidão e silêncio pelo qual tantas crianças passam...
Maria João Saraiva de Menezes escreveu este Carta ao Pai, num estilo claro e profundamente sentimentalista. Dedicado aos seus filhos, a escritora dá-nos a conhecer o mundo da solidão e silêncio pelo qual tantas crianças passam...
O livro é somente uma carta escrita por uma filha já adulta, casada e mãe, que decide exprimir por carta anos e anos de lágrimas e de angústias, passados na infância e adolescência, enquanto estava sob a tutela de seu pai.
Num total de 31 páginas, o livro é de fácil e rápida leitura, tanto para os amantes da escrita como para aqueles que se demonstram mais preguiçosos. Esta carta é a história de uma menina que desde muito cedo, se viu privada da companhia da mãe por motivos de separação e que retrata agora, os seus momentos de mágoa e dor.
Testemunho real ou não, a verdade é que esta poderia ser perfeitamente a história de tantas crianças, espalhadas por esse mundo fora. Ausente de amor, carinho ou de qualquer forma de diálogo, esta e outras crianças não conhecem o significado da palavra paz ou harmonia.
Esta carta singular pode traduzir-se por ser uma carta universal, de milhões de filhos para milhões de pais. Filhos que apenas conheceram o horrendo mundo do autoritarismo, e que nunca souberam o que era um abraço ou um simples beijo paternal.
Carta ao Pai deve ser um exemplo a não seguir, um desenrolar de pequenas histórias de castigos e de autoritarismo desumano, que não pode constituir-se como um seguimento de continuidade para nenhuma família. O silêncio é a única fonte de prazer, no qual os castigos são abafados pela carga emotiva das lágrimas, cuja única forma de consolo é a solidão.
Maria João Saraiva de Menezes, presenteia-nos com este livro extraordinariamente simples, mas incrivelmente intenso de solidão. O amor dos pais é mais importante para os filhos, do que as refeições que eles deliciosamente saboreiam. Dê-lhes amor e ao ler este livro, saiba que ele contém tudo aquilo que um pai jamais deve representar para um filho.
Ver artigo com referência ao livro no blogue do projecto SER FAMÍLIA:

Sem comentários: