quarta-feira, 22 de abril de 2009

Livros publicados por Maria Saraiva de Menezes e respectivas sinopses



Livros publicados por Maria Saraiva de Menezes 
e respectivas sinopses:

  • 16. CHAPÉU DE CHUVA TRANSPARENTE, Crónica de um Amor sem Limites, Calendário de Letras, V. N. Gaia, Setembro 2014. 1º PRÉMIO LITERÁRIO AICL AÇORIANIDADE 2013.

SINOPSE: Maria das Dores, fidalga decaída em solidão e abandono, é uma psicoterapeuta que se auto-analisa através dos seus pacientes. Diariamente no fio da navalha, apenas se salva através da tábua da memória. Porém, tudo o que é passado é morte e por isso, todos os anos "é Natal e isso dói mais do que uma dor física". Maria das Dores tem vários nomes ou nenhum, e também foi um rapaz chamado Ricardo, mas às vezes ainda passa por isso. A personagem nunca teve mãe e talvez por isso lhe custasse respirar. A ilha é o abandono dentro de si, como uma bóia meio-vazia, à deriva. Maria das Dores recuperou a sua identidade só até ter perdido para a morte a única pessoa capaz de a salvar. E como à infância sucede a fase adulta, tenta não esquecer a chucha nem o ratinho perdido. 


  • 15. MÃE, O QUE É DEUS?, Editora Nova Delphi, Funchal, Março 2014.

SINOPSE:

Este livro de Filosofia para crianças e adolescentes baseia-se num diálogo entre mãe e seus três filhos, em torno das várias formas de chegar ao conhecimento de Deus, quer pelas vias da Filosofia, da Ciência ou da Religião. Não pretende dar respostas lineares nem oferecer receitas para o pensamento, mas preparar os espíritos para a curiosidade, para a prática da Filosofia, para o conhecimento da Ciência e para as particularidades da Religião. O guião partiu de um diálogo verdadeiro com os filhos da autora, sendo por isso, de fácil compreensão, pois parte da curiosidade e interrogação das crianças e adolescentes acerca desta grande questão. O livro integra, no final, um vocabulário filosófico para melhor compreensão dos temas abordados.
Idade recomendada: 9 – 16 anos.

  • 14. KAFKA E A FIGURA DO PAI no contexto do Humanismo Ateu, eBook, Escrytos, LeYa, Agosto 2013. eBook.                                                                                                                                                            Ensaio filosófico sobre Franz Kafka e a figura do Pai no contexto do Humanismo Ateu, incluindo breve reflexão no âmbito da psicanálise, da teologia e da sociologia.
  • 13. Tomás, Mariana e o lobo, Conto infantil sobre a pedofilia, eBook, Escrytos, LeYa, Junho 2013. eBook. Conto infantil sobre a pedofilia e os abusos sexuais de menores. A literatura serve de veículo para ensinar a prevenir e informar as crianças para que estas estejam conscientes dos perigos que correm e possam defender-se. Este é um livro acessível a pais e filhos sem medo da verdade e com vontade de construir um mundo melhor. Tomás e Mariana são dois irmãos com muitas questões a colocar aos pais e esperam, assim, aprender a defender-se para nunca virem a ser vítimas de uma situação de abuso sexual, tal como aconteceu no pesadelo de Tomás... Faixa etária: dos 6 aos 12 anos.
  • 12. O DIA EM QUE O MUNDO DESAPARECEU, (infanto-juvenil), co-autoria com o filho Vasco Serôdio, Março 2013.                                                                                                                                           SINOPSE: Certo dia, Tim foi à janela e descobriu que o mundo tinha desaparecido. Parecia impossível, mas era verdade. De repente, tinham desaparecido a escola, a rua com as casas às cores, a ponte comprida sobre o Tejo e todas as casas para além da grande estrada. Tudo isto parecia ser obra de um alienígena malvado que queria acabar com a raça humana. Felizmente, os pais de Tim estavam por perto e ajudaram-no a salvar o planeta Terra. Mas outra grande aventura sem fim ainda estava para acontecer... O DIA EM QUE O MUNDO DESAPARECEU foi alvo de leitura encenada pelo Teatro Nacional Dª Maria II, 21 Abril 2013.


  • 11. O GAFANHOTO GAROTO NÃO PODE BRINCAR, (infantil), Editora Nova Delphi, Roma, Itália / Funchal, Madeira, Setembro 2012.                                                                                                         SINOPSE: Fábula sobre o stress infantil e a importância de brincar. Nesta história, o Gafanhoto Garoto não tinha tempo para brincar nem para saltar e estava a ficar infeliz e deprimido. Felizmente, os pais do gafanhoto compreenderam que brincar é tão importante como estudar e que deve haver tempo para ambas as coisas. Com a ajuda dos pais, o Gafanhoto Garoto passou a ser um bicho feliz e muito bom aluno na escola dos insectos do quintal florido.
  • 10. O MENINO NATAL E O PAI JESUS, Afinal, o que é o NATAL?, (infantil), Editora Coisas de Ler, Lisboa, Novembro 2009.
Pequeno livro de Natal em forma de lengalenga, ilustrações de Carlota Menezes e com actividades para a criança realizar sobre os momentos importantes do Natal. Resultante da confusão que os mais pequenos fazem entre os diferentes contextos: Pai Natal, Menino Jesus e diversas opções familiares, este é um livro dos 2 aos 8 anos em que essa confusão é deslindada, sem no entanto retirar a magia aos sonhos dos mais pequenos. 
  • 9. VASCO DAS FORÇAS, O Bullying e a violência escolar, (infanto-juvenil), Coisas de Ler, Lisboa, 1ª edição, Maio 2009; 2ª edição, Julho 2010.                                                                                         SINOPSE: bullying e a violência escolar fazem parte do dia-a-dia de muitas crianças e adolescentes. Desde cedo, logo na infantil, as crianças diferentes ou mais tímidas são perseguidas pelos “mais fortes” que troçam da sua impotência. É necessário que estas crianças - vítimas de abusos físicos e psicológicos, cujos danos emocionais podem ser irreversíveis - aprendam instrumentos para lutarem contra a atitude de vítima. É necessário valorizar todas as qualidades das crianças mais inseguras e demonstrar-lhes que eles são capazes de vencer na escola, na rua e na vida. É também necessária uma abordagem psicoterapêutica ao agressor. Esta história destina-se à faixa dos 7 aos 10 anos. Inspira-se numa personagem histórica que deixou boas lições aos seus sucessores, a mítica figura do "Saraiva das Forças", bisavô da autora, perpetuado pela pena de Trindade Coelho, em In Illo Tempore.  VASCO DAS FORÇAS esteve em cena no Teatro Bocage, em Lisboa, entre 19 Setembro 2010 a 6 Março 2011.
  • 8. PEGADAS DE VENTO, Poesia, Tecto de Nuvens, Porto, Maio 2008.



SINOPSE: Colectânea de poemas de carácter biográfico. O amor e a paixão são a base desta obra que tem uma dedicatória muito especial. António Carlos Cortez é o autor do prefácio, num livro em que muitos dos poemas foram lidos, avaliados e aprovados por David Mourão-Ferreira.
  • 7.    30 Conselhos para Educar o seu Filho, Plátano Editora, Lisboa, 1ª edição, Novembro 2007; 2ª edição, Abril 2008.

A busca de conselhos pedagógicos é um sinal dos tempos. Sinal da crise da educação e dos valores éticos e morais. Hoje, vemos muitas crianças que não reconhecem um NÃO, que não acatam uma directriz dum professor, dum polícia, de um auxiliar de educação. Estes 30 conselhos são simples e poderão auxiliar pais e educadores no sentido de captar o interesse da criança e realizar uma relação construtiva onde o respeito e os limites são fundamentais para a sua felicidade.

  • 6. ETIQUETA PARA CRIANÇAS, Um Manual para a Cidadania, Plátano Editora, Lisboa, Julho 2006.

A criança deverá, através deste livro, assimilar algumas regras de boa convivência social, sem as considerar, no entanto, enfadonhas, uma vez que a linguagem utilizada é divertida e fluida.. É um livro para a infância e a adolescência, sublinhando o aspecto do civismo e da responsabilidade social, para além das mais básicas regras de cortesia em sociedade.

  • 5. O Pequeno Livro da Mãe Galinha, Plátano Editora, Lisboa, Junho 2004.
SINOPSE: "Da depressão pós-parto à depressão pós-nora. Estes são apenas dois difíceis momentos da vida de qualquer mãe galinha que vive em função do seu rebento. Parece que foi ontem que aquele pequenino ser veio ao mundo e hoje já me transformou na espécie mais obnóxia à face da terra: numa sogra!"
  • 4. O Pequeno Livro do Homem Apaixonado, Publicações Dom Quixote, Lisboa, Junho 2002.         SINOPSE: Quer queiramos quer não, temos de nos adaptar a uma verdade inexorável: hoje em dia já ninguém se apaixona como antigamente. Há que ter em conta factores que advêm do progresso célere das civilizações e da evolução das mentalidades. No meio desta híbrida conjuntura, nem sempre é fácil discernirmos o nosso papel nem compreendermo-nos numa relação amorosa. Este Pequeno Livro do Homem Apaixonado ajudá-lo-á a ultrapassar as primeiras dificuldades.
  • 3. O Pequeno Livro da Mulher Apaixonada, Publicações Dom Quixote, Lisboa, Junho 2002. (idem).
  • 2. O Pequeno Livro da Etiqueta e Bom Senso, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1ª edição, Junho 2001; 12ª edição, Abril 2016, Livros d’Hoje, LeYa / Brasil, Novembro 2012.
Pequeno manual de ETIQUETA para o dia-a-dia, que constitui simultaneamente uma leve crítica aos parcos hábitos de civismo dos cidadãos, passando pelo comportamento ecológico, ao comportamento na estrada, sem esquecer as relações sociais, como estar à mesa ou saber receber uma pessoa.
Não se trata de um livro exaustivo sobre etiqueta, mas de um conjunto de conselhos práticos, exorcizando humoristicamente a mais básica falta de maneiras, incomportável em sociedade.
  • 1. CARTA AO PAI,Gradiva, Lisboa, Maio 2000.

Inspirada na Carta ao Pai de Franz Kafka, a autora utiliza linguagem simples e emocional para deixar um testemunho universal sobre a infância e os valores afectivos.


PARTICIPAÇÃO DA AUTORA EM LIVROS COLECTIVOS:

1.  «A MAGIA DAS CHAVES», Edições Vieira da Silva, Lisboa, Julho 2013, com o conto «A Auxiliar».

Iniciativa literária da escritora Maria Isabel Loureiro. 42 autores portugueses e brasileiros integram esta antologia de contos cujos direitos de autor revertem integralmente para a ACREDITAR - Associação de famílias e crianças com cancro:
Foram realizados alguns lançamentos com a presença dos autores: 
Lisboa: Palácio da Independência, 11 Julho 2013.
Porto: Palacete Viscondes de Balsemão, Setembro 2013.

Lisboa: Livraria LeYa na Barata, 21/11/2013.

Figueira da Foz: Casino da Figueira, 25/1/2014, 16h.

FANTASPORTO, 34º Festival Internacional de Cinema do Porto, Teatro Rivoli, 4 Março 2014, 18h.


2.  «1001 Histórias de Infância», Edições Incógnita, Lisboa, Dezembro 2014, com o conto «A Madrasta do João».



3.  «Contos», Concurso Talentos Ocultos (4º lugar), Edições Ediserv, Porto, Dezembro 2014, com o conto «O Professor».

17 comentários:

Anónimo disse...

Ex.ma Dra.
Maria João de Menezes

Li - e certamente voltarei a reler - "O pequeno livro da Etiqueta e Bom Senso". Confesso-lhe que gostei e certamente poderei dizer-lhe que o recomendarei a outras pessoas. Trata-se de uma obra pequena em tamanho, mas grande no conteúdo: tratado com objectividade, humor (não foram os romanos que disseram - ridendo castigat mores?), modernidade e, sobretudo, grandes pitadas de bom senso.
Estarei atenta aos seus outros títulos e, neste aplauso, espero que a incentive a prosseguir.

Cumprimentos de uma Leitora

Maria Dulce Domingos

Anónimo disse...

Boa tarde.

Numa livraria Bertrand, enquanto esperava pelo talão do multibanco,
folheei "O Pequeno Livro da Etiqueta e Bom Senso". Achei-o divertido
e acabei por o levar também.
Agora, que já o li, não quis deixar de aproveitar o facto do seu
endereço de e-mail lá estar e assim de a poder felicitar pelas óptimas
dicas e pelo excelente sentido de humor com que foi escrito.
É um livro óptimo para ler e para oferecer, independentemente do grau
de civilidade do contemplado. Contudo, receio que ao oferecê-lo a
alguém possa estar a ferir suscetibilidades.... Mas hei-de encontrar
uma solução suficientemente diplomática que não me coloque em nenhuma
lista de indesejáveis. : )

Com os melhores cumprimentos,

Paulo J. D. Salgueiro.

PS. Confesso que antes de começar a escrever este mail, fiquei com
receio de estar a atropelar a "Etiqueta e o Bom Senso" e ainda fui
rever o índice para saber se lá estaria alguma ajuda sobre "Como
comunicar informalmente em correio electrónico sem ofender o
destinatário, principalmente se não o conhece". Como não encontrei,
resolvi usar o bom senso. Espero que o suficiente. : )

Maria Saraiva de Menezes disse...

Caro Paulo Salgueiro,
Obrigada pelas suas palavras estimulantes e também cheias de sentido de humor.
Em relação ao que refere, no caso de oferecer o livro a alguém, compreendeu bem que haverá pessoas com uma sensibilidade mais vulnerável, que poderão levar a mal. Quanto a mim, acho que nada como ser descontraído e fazer uma piada ou dizer que só se oferece porque a pessoa não precisa! É o que eu faço, pelo menos.
É sempre um prazer receber palavras animadoras dos meus leitores e é por essa mesma razão que o meu mail está disponível.
Felicidades,
Maria de Menezes

Anónimo disse...

Excelentíssima Maria.
Chamo-me Stanislav.
Há seis anos que me emigrei para Portugal sempre vivi no Minho em Monção. Apesar de ser estrangeiro acho me verdadeiro Minhoto. Sempre que tiver tempo livre tento dar um regresso a aquelas terras maravilhosas.Braga já não é igual, de Minho só restou a universidade Comecei a conversa assim porque sei que Você também passou grande parte da sua vida a viver no Minho.
Mas agora estou em Braga, também tem os seus privilégios. Tenho uma pequena livraria, graças a qual posso conhecer muitas e maravilhosas obras Portuguesas. Foi assim que tive um prazer de conhecer o seu "Pequeno Livro da Etiqueta e Bom Senso". O seu humor leve acompanhado por frontalidade das palavras que ponha no papel, impediam largá-lo o até acabar. Pena que seja pequeno...
Quando acabo de ler um livro gosto analisar com calma aquilo que li. Mas nada pode ser melhor de que analisar com próprio autor. E realmente á uma coisa que me ponha em duvida na sua obra.
Quando chegamos aos capítulos: Entre Marido e Mulher, Conselhos ao Marido, Conselhos a Mulher, Divorcio, Pais e Filhos, o contexto muda radicalmente de Conselhos da Etiqueta para Conselhos de um bom psicóloga com ar bastante filosófico. Porque eu digo isso, porque muitos desses conselhos em vida real são difíceis de aplicar, alias para muitos são impossíveis. Embora que muitos dos conselhos sejam bastante práticos.
Por isso considero esses temas como filosóficos. Ou eu estou enganado?
Qual é a sua opinião sobre Etiqueta nos outros países, Rússia por exemplo? Possivelmente há algumas diferenças que em Portugal são inadmissíveis?
Qual será um Cavalheiro Português ideal?
Você acredita que a melodia do toque de telemóvel pode dizer algo sobre pessoa?
Bom, com essas perguntas irei acabar a minha carta, espero obter resposta que satisfaça as minhas duvidas.
Com melhores comprimentos,
Stanislav Nosov.

Maria Saraiva de Menezes disse...

Caro Stanislav,
É sempre um prazer receber cartas dos meus leitores que acabam até por me colocar questões muito interessantes.
Com efeito, este Pequeno Livro da Etiqueta e Bom Senso é fundamentalmente irónico e até sarcástico, e no que toca aos conselhos matrimoniais, já não se trata de regras de protocolo e etiqueta, mas naturalmente, duma reflexão psicológica "bem-disposta" e humorada, pois no que diz respeito às relações (emocionais) humanas, não é possível estabelecer regras rígidas, mas sim, e como o diz, uma abordagem psicológica e filosófica.
Quando me pergunta, Qual é a sua opinião sobre Etiqueta nos outros países, Rússia por exemplo? Possivelmente há algumas diferenças que em Portugal são inadmissíveis?, tem toda a razão, pois a Etiqueta varia de acordo com cada cultura. Sabemos, por exemplo, que no Japão, é considerado muito rude atender o telemóvel em público, mas que em Portugal toda a gente fala aos gritos na rua, na praia e até no cinema! Sabemos que na China é de mau tom abrir um presente à frente da pessoa que o ofereceu, mas que na Europa - e particularmente em Portugal - é exactamente ao contrário. Deve-se abrir e manifestar o nosso agrado frente à pessoa.
Quanto à Rússia, tendo uma cultura tão sólida e antiga, concerteza que terá preceitos diferentes do resto do mundo.
Hoje em dia, com a globalização, é certamente mais acessível o conhecimento destas regras que definem as diferentes culturas mundiais. é sempre interessante ler obras de cada país que refiram as suas particularidades.
Quanto à questão, Qual será um Cavalheiro Português ideal?, julgo que seja alguém sem muitas manias de protocolo e pergaminhos, mas com classe natural e educação. Não basta ter etiqueta e ser um bandido, naturalmente. Também não é o nome de família que faz o cavalheiro, mas a sua nobreza de alma e de princípios. Penso que poderá ser assim no mundo inteiro: integridade, honestidade, boa formação, cultura, educação, objectivos definidos enquanto cidadão.

E por fim, Você acredita que a melodia do toque de telemóvel pode dizer algo sobre pessoa? De acordo com estudos psicológicos, efectivamente o toque define o seu portador: demasiado tímido, exibicionista, fanático por futebol, culto, discreto ou simplesmente, educado.

Cumprimentos e votos de um bom trabalho,
Maria de Menezes

Anónimo disse...

Olá, Maria

Td bem?
Sou repórter de uma revista para meninas entre 8 e 13 anos chamada Atrevidinha (www.atrevidinha.com.br). Estou fazendo uma matéria sobre "etiqueta em festas de final de ano" e gostaria de entrevistá-la, já que a senhora é autora de livro sobre o tema. Gostaria de saber:

- Nas festas de final de ano, estamos cercados por pessoas queridas e com qm temos intimidade. Por isso, as meninas podem se sentir à vontade demais e tirar o sapato durante a festa, beliscar alguma coisa da ceia antes da hora. Existe um limite para essas crianças estarem à vontade no Natal ou vale tudo? O que vc diria para elas?

- Preciso de 5 diquinhas que ensinem essas meninas a se portar no Reveillon e no Natal

- O que vc diria para as meninas que acham frescura ter etiqueta nos dias de hj?

Aguardo suas respostas o quanto antes. Preciso fechar a matéria no dia 2, sexta.
Agradeço sua atenção.
Abraços,
Manoella Oliveira

Maria Saraiva de Menezes disse...

Olá, Manoella,
É com prazer que darei umas dicas para sua revista.
Em relação ao 1º ponto, para meninas entre os 8 e 13 anos, penso que já poderemos pedir um pouco mais delas em relação à sua postura numa festa tão bonita. Um bebé de 2 a 4 anos, pode tirar o sapato, que todo mundo acha graça; mas uma rapariga dessas idades pode bem já se comportar mantendo o nível e a postura. Ao ter uma atitude enquadrada com a dos adultos, elas serão respeitadas, admiradas pelos amigos e a família. E existe um limite para essas crianças estarem à vontade no Natal, pois é óbvio que se trata de um momento mais solene e diferente de uma ida ao Zoo ou à praia. Os pais poderão ter uma pequena conversa com elas antes da festa, dizendo como é importante que elas dêem charme e magia a um momento tão especial, sendo amáveis com todas as visitas e colaborando no que for necessário. Não é altura para birras nem amuos, devendo-se cumprimentar todas as pessoas em particular. Tb é importante que não haja correrias e gritarias pela sala , entre os adultos, podendo haver uma sala reservada para essas idades, podendo assim estarem mais à vontade durante parte da festa.
Quanto a beliscar qualquer coisa antes de ceia, depende do rigor de cada família. Se houver uma mesa com aperitivos e bebidas (sem alcool!), não haverá problema, mas é claro que a menina nunca se poderá sentar à mesa da ceia antes dos outros convidados nem servir-se dos pratos destinados à ceia.
Por fim, nesta idade elas já gostam de escolher a roupa e é importante que se sintam bem com ela. Mas é impensável que apareçam de jeans e chinelo, pois é importante para a ocasião e para a pessoa que organiza esse evento, que os outros respeitem o momento vestindo-se de forma chique e festiva.
Para as "meninas que acham frescura ter etiqueta nos dias de hj". Como eu não encaro a etiqueta como uma coisa aborrecida nem a vejo do ponto de vista protocolar, não gosto do seu lado exibicionista nem teatral. Para mim, Etiqueta é bom senso, em 1º lugar, porque deriva directamente dele. As regras de Etiqueta servem para manter algum glamour, algum charme, mas nunca ao ponto do ridículo. Por isso, o excesso de Etiqueta poderá tornar-se ridículo. Para além de um certo charme natural que a etiqueta nos confere, ela traz logo atrás o respeito pelo outro e pelas ocasiões, sejam elas especiais ou apenas um momento no metro ou no supermercado. Ao respeitar a dignidade do outro, estamos automaticamente a exigir que respeitem tb a nossa. É só isso. Ter etiqueta é mostrar que se tem nível, que se é distinto. Pode-se ser "cool" e ser um cavalheiro, ou no caso das meninas, ter classe jovem!

5 dicas para o Reveillon e o Natal:
1- Apronte-se com algum requinte, pois esta é uma festa solene. Nada de jeans nem ténis! O cabelo tb pode ter um toque diferente.
2- Mantenha o charme: nada de lamber os dedos depois de beliscar uma sobremesa que não podia, nem limpar as mãos à roupa. Não é preciso ser velho para ter elegância!
3- Quando receber um presente, agradeça com educação, mesmo que não goste do objecto. O que conta, verdadeiramente, é o carinho que a pessoa tem para consigo e o facto de não a ter esquecido.
4- Sente-se à mesa apenas quando a chamarem e siga com cuidado as regras básicas de etiqueta à mesa (Só comece a comer assim que os donos da casa pegarem nos talheres; coloque o guardanapo no colo e limpe a boca de cada vez que vai beber para não sujar o copo; utilize os talheres com elegância e sem barulho; coma com a boca fechada e não fale com a boca cheia). Muito importante: não diga que não gosta da comida; faça um esforço e coma um pouco de tudo o que lhe é oferecido). Nada de arroto indiscreto!
5- Seja agradável e diplomática. Não aproveite para chingar o primo ou a tia de quem vc não gosta nem para os insultar perante toda a família. Nada de grito nem palavrão.

Espero ter correspondido à suas questões e que o português de Portugal não leve a equívocos. Se puder referir os meus livros de etiqueta e o meu blogue, agradeço.

Bom trabalho,
Maria Saraiva de Menezes

Maria Saraiva de Menezes disse...

Cara Maria João Mira Paulo,
Gostava de saber onde fica situado o vosso Colégio da Paz, pois como autora do PEQUENO LIVRO DA ETIQUETA E BOM SENSO, teria todo o gosto em visitar-vos com uma palestra, apresentação do meu livro e/ou Feira dos meus livros.
Com efeito, ao googlar, encontrei o vosso blogue:
http://regrasdeetiquetacivismocolegiodapaz.blogs.sapo.pt/2600.html

Devo dizer que fiquei um pouco confusa: por um lado satisfeita por ter visto o interesse de alunas em apoiarem-se no meu livro para um trabalho de Formação Cívica. (E dou-vos os parabéns, pois está muito interessante e eficaz). Mas por outro lado, vocês sabem que os Direitos de Autor são protegidos por lei e foram comprados pela editora, que poderia agir judicialmente. No entanto, como foi apenas copiada uma pequena parte, com referência à autora e capa do livro, vou tomar isso como uma bela forma de publicidade.
Peço-vos apenas, que tenham cuidado em não fotocopiar nem digitalizar livros, pois os autores vivem dos seus direitos - protegidos e registados - e a forma de se respeitar o trabalho de alguém é dar atenção a esta questão.
De qualquer modo, deixo-vos o meu blogue, para encaminharem aos vosssos educadores e professores, de forma a estarem a par de outras acções de cidadania que desenvolvo, nomeadamente sobre o bullying.
Para Crianças, não aconselho este pequeno livro mais sarcástico, mas o ETIQUETA PARA CRIANÇAS, UM MANUAL PARA A CIDADANIA, Plátano editora. .... Mas não reproduzam! Obrigada.
Um abraço,

--
Maria Saraiva de Menezes
Visite o meu BLOGUE com novidades do último LIVRO:
http://educacaoliteraturaecultura.blogspot.com

Anónimo disse...

Chamo-a de colega uma vez que tal como a Maria, também sou professora de Filosofia e Psicologia.
lLecciona na escola Secundária Forte da casa na Póvoa de Santa iria.
Não é para falar de habilitaçõe que lhe escrevo, mas sim para lhe falar do seu livro "O pequeno livro da Etiqueta e Bom Senso".
Há dias fui à Fnac à procura do filme "O Menino Selvagem" que vim a descobrir estar esgotado na própria editora.
Enquanto a funcionária via se havia, reparei no seu livrinho em cima do balcão.Comecei a ler e não parei mais de ler e de rir!
Acho que tem uma veia cómica muito acentuada, escreve bem, o livro é optimo, aprendi muita coisa(tb já sabia muita coisa que lá vem) e achei tudo muito bem feito.
Também estou muito interessada em ler as outras suas obras, porque de facto escreve muito bem.
Tal como a Maria também tenho um blog, e já a adicionei.O meu chama-se "Artemisia está viva" e o endereço é o http://artesteves.blogspot.com.
Fiz uma critica ao seu livro no meu Blogue.Quando tivesse tempo gostaria que a lesse e fizesse um comentário.
Bem haja

-- Maria Fátima
bia-filo/psico

Anónimo disse...

Há dias fui à Fnac (passo a publicidade) do Centro Comercial Colombo à procura de um filme, "O Menino Selvagem" de F.Truffaut, que vim a descobrir com grande pesar meu que não só já não existe para venda como deixou de ser editado.
Mas, o que eu queria aqui contar não é sobre o meu pesar pela desilusão de não encontrar o dito filme, mas sim pelo que aconteceu-me nessa demanda do Santo Graal'!
Estava eu a espera que a funcionária procurasse no sistema informático pelo já mencionado filme, quando deparei com um pequenino livro em cima do balcão (no meio de outros tantos livros de bolso) e que se intitula de O Pequeno livro da Etiqueta e Bom Senso. O livro é das ediçõs Livros D'Hoje, a autora chama-se Maria João Saraiva de Menezes, o livro já vai na 4ª Edição, e não é mais do que uma grande pérola de bom gosto e de fino humor, que através de 501 Conselhos, procura que qualquer ser humano civilizado saiba brilhar em qualquer ocasião.Tal como diz na contracapa o livro é um pequeno manual de Etiqueta para o dia a dia que constitui simultaneamante uma leve crítica aos parcos hábitos de civismo dos cidadãos passando pelo comportamento ecológico, ao comportamento na estrada, sem esquecer as relações sociais, como estar à mesa, ou saber receber uma pessoa. Não se trata de um livro exaustivo sobre etiqueta, mas de um conjunto de conselhos práticos, exorcizando humoristicamente a mais básica falta de maneiras, incomportável em sociedade.
Confesso-vos que mal comecei a ler este pequenino livro apercebi-me estar perante uma divertida e ao mesmo tempo muito agradável obra sobre etiqueta e regras sociais. A autora, consegue de uma forma que direi no mínimo fantástica dar-nos 501 conselhos de como nos devemos comportar nas mais diversas situações, conseguindo ainda a proeza, de criar uma pequena obra que, quando chegamos ao fim, não só estamos exaustos de tanto rir, como estamos perfeitamente elucidados de como é dificil mas absolutamente necessário sermos civilizados e sabermo-nos comportar nas mais diversas situações do nosso quotidiano, sob pena de passarmos a vida a fazer figuras tristes perante nós mesmos e perante os demais.
Ficamos a saber, ou relembramo-nos que de facto e como diz a autora, (...) a vida sorri àqueles que têm uma postura harmoniosa e positiva perante a vida.Ninguém tem respeito por alguém que desafia as convenções do pudor ou que ostenta uma figura gordurosa e repelente".
"É nos primeiros contactos que se define o futuro de uma relação. Um encontro imediato com um desempenho desastroso e inconveniente, vota qualquer futura relação ao fracasso.Nunca coloque o carro à frente dos bois, seja comedido, diplomático e autêntico".
"Não pergunte onde é que a pessoa comprou a roupa que usa e quanto custou".
"Nunca peça favores a alguém que acabou de conhecer".
"Livre-se de lhe pedir dinheiro emprestado".
"Após ter sido convidade para uma refeição, nunca se esqueça de convidar de volta essas pessoas, a breve trecho´"É de bom tom telefonar no dia seguinta a agradecer e elogiar a recepção e a refeição. (Se quiser, pode agradecer por e.mail ou mandar uma msensagem escrita por telemóvel, que é a borla)".
"Não se refugie por detrás da desculpa de uma escolaridade insuficiente.Conheço muitos doutores que cometem às dúzias de erros linguísticos. Se não sabe, aprenda.Seja um autodidacta. Pior do que a ignorância é o desinteresse pela aprendizagem". (...)
Através deste livrinho damo-nos conta do quanto é necessário a aprendizagem ou reaprendizagem de normas sociais, uma vez que elas nunca são demais.Se querem passar algumas horas bem dispostos e ao mesmo tempo aprenderem ou realizarem uma reciclagem dos comportamentos a nível social, esta é a obra indicada.
Um livrinho imperdível, uma lufada de ar fresco, muito humor e ao mesmo tempo muita sabedoria...ah...e indispensável (repito) para quem não quer fazer figuras...de urso!
Maria Fátima

Maria Saraiva de Menezes disse...

Cara Maria Fátima,
Obrigada pelas suas palavras amáveis e motivantes. É muito agradável ouvir o outro lado sobre o que escrevemos - críticas e elogios - de forma a nos situarmos em relação à realidade que nos rodeia. Fico feliz por lhe ter proporcionado um bom momento. Gostei muito da crítica no seu blogue - e do mesmo em geral. Continue com a dedicação à causas que fortalecem a nossa humanidade e cultura.
Um grande abraço,
Maria de Menezes

Anónimo disse...

Excelentíssima Senhora,

Ao abrir o seu "Pequeno Livro da Etiqueta e Bom Senso" com uma dedicatória a "todas as pessoas com falta de chá", resolvi tomar a liberdade de enviar a V. Exª algumas notícias sobre a nossa Confraria, convencido que será apreciadora do mesmo (agora em sentido literal).
Convido-a a consultar o nosso site, conquanto ainda esteja em renovação.
Se pretender mais informações, terei todo o gosto em dá-las.

Saudações sinenses,
José Manuel Rebelo
Grão Mestre Sinense

--
"O chá eleva o espírito e convida à sabedoria"
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Maria Saraiva de Menezes disse...

Caríssimo Grão Mestre Sinense,
Muitíssimo obrigada.
Saudações,
Maria Saraiva de Menezes

Maria Saraiva de Menezes disse...

Olá, novamente, aproveito para informar que o meu livro Etiqueta e Bom Senso, Leya, passou para a Livros d'Hoje e já vai na 6ª edição. Obrigada, leitores. Um abraço global.
25/2/2010

Anónimo disse...

Cara Dona Maria João;

Estive em Lisboa recentemente e, na Oficina do Livro, tive o prazer de tomar conhecimento de seu maravilhoso trabalho, O Pequeno Livro da Etiqueta e Bom Senso. Que delícia!
Muito util, inteligente e espirituoso. Parabéns pela obra.

Acho que com algumas pequeninas adaptações , faria sucesso no Brasil. Eu nao sou editora, sou livreira, mas estou interessada em conversar sobre o assunto. De qualquer modo, fica aí a sugestão.

Se nao houver edição brasileira, gostaria de comprar uma centena de cópias, em edição portuguesa, para enviar como cortesia a nossos clientes( centros universitarios de estudos ibero-americanos e brasileiros )nos Estados Unidos e alguns países da Europa.

Espero sua resposta e agradeço desde jà.
Cordialmente,
Vera Araujo

Anónimo disse...

Só para lhe enviar um Bem-haja, para lhe enviar os meus parabéns.
Refiro-me ao "Pequeno livro da etiqueta e bom senso", que acabei de ler.
Sou de Viana do Castelo, casado e com dois filhos.
Com os meus 54 anos, a "Escola da vida" permite-me cada vez mais
"devorar", respeitar os escritores, os livros...Eu incluído (também escrevo).
Sou homem de" poucas letras", embora tenha tido a sorte de frequentar
e completar com sucesso a antiga Escola Industrial e Comercial de Viana
do Castelo, hoje designada Escola de Monserrate, na Mecânica.
Só para lhe dar um "cheirinho" dos meus sentimentos, ontem mesmo
participei num Baptizado dedicando uns versos, umas quadras ao bebe´
e aos pais... Todos ficaram surpreendidos, todos bateram palmas,
todos verteram uma lágrima, eu incluído...! Não me aguentei...
Foi a primeira vez, ousei ser poeta e saí-me muito bem...
A escrita perpetua-nos...
Que bom seria se"todo mundo" seguisse aquilo que você escreveu
naquele livrinho, Grande Senhora,

Cumprimentos,

Luís Baptista

Maria Saraiva de Menezes disse...

Caro Luís Baptista,

Muito obrigada pelas suas palavras. É gratificante receber uma palavra de força, quanto mais num contexto poético.
Bem-haja,
Maria de Menezes